Resenha Critica Texto 7: Tecnologias Digitas Formação Docente
O Artigo apresenta que no contexto contemporâneo, as tecnologias digitais têm um protagonismo que impacta e condiciona, e até mesmo define, os contornos de uma nova concepção de sociedade. O cenário é marcado pela quebra do paradigma presencial, sendo que não é mais necessário, ter aula somente em sala, em um lugar fechado, já que pode haver aulas onlines. Neste novo cenário, temos de reaprender, reavaliar nossas concepções relacionadas à formação e à educação. Enfatizando a necessidade de refletirmos acerca de questões relacionadas ao uso de Tecnologias Digitais, já que muitas vezes é usando de maneira errada ou nem usado.
A presente investigação ocorre no contexto do grupo de pesquisa ARGOS2, integrante de um projeto de ampla abrangência que busca investigar as implicações e possibilidades trazidas pela cibercultura e o uso de TDs na formação docente. O uso das TDS ajuda o professor a desenvolver práticas significativas. Na nossa concepção, o processo de formação docente precisa ser revisitado para contemplar os novos elementos que emergem com a inclusão das TDs no contexto escolar.
A evolução da tecnologia permite-nos perceber a mudança de meros receptores da informação para autores, e, com isso, pensar alternativas na formação docente torna-se desafiador, pois estamos imersos nessa realidade que, muitas vezes, não nos permite visualizar alternativas. Estamos acostumados a olhar do locus em que fomos formados, a partir das concepções enraizadas por essa formação e por uma práxis. Muitos professores não consegue ver a tecnologia como um completo do ensino, que irá ajudara-lo mas como um empecilho, isso pode vim da sua formação acadêmica, tradicional ou porque o mesmo não está aberto a mudanças.
Isso porque “é através da linguagem que o ser humano se constitui como sujeito e adquire significância cultural” (SANTAELLA, 2001, p. 91). Percebe-se que, cada vez mais, surgem novas formas de se comunicar, e, com isso, altera-se a forma como percebemos o mundo, o tempo, os espaços, os sentimentos, a maneira de viver e de se relacionar. alunos dominam as TDs e se articulam de forma tranquila em espaços virtuais fora da escola, trazendo para dentro dela seus hábitos e comportamentos e os professores tem que se atualizar para isso.
Veen e Vrakking (2009) lembram que o contexto social contemporâneo, impactado pelo uso massivo de TDs, é impulsionado por mudanças constantes, exigindo de o profissional resolver situações-problema cada vez mais complexas. Isso porque os problemas que enfrentamos hoje, nas diferentes áreas do conhecimento, não podem ser resolvidos com os saberes de uma única área.
Ou seja, o papel de um professor, pensado como transmissor de informação, no contexto atual, deixa de fazer sentido, porque as necessidades são outras, os alunos já vem com muitas informações, o professor não é mais o único que trasmiste algo e muitas vezes eles não entendem que os alunos já tem esses conhecimentos. Optou-se, neste estudo, por considerar as competências como um conjunto de elementos compostos por Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA), conforme a Figura 2. Entende-se que “tal conjunto é estruturado em um contexto determinado com o intuito de solucionar um problema, lidar com uma situação nova” (BEHAR et al., 2013, p. 23).
O primeiro elemento importante para caracterizar uma competência é o conhecimento, O desafio é justamente transformar informações em conhecimentos, em uma era na qual os acessos à informação são facilitados, cada vez mais, pelo avanço dos serviços que a internet disponibiliza, por meio de artefatos tecnológicos.
O segundo elemento que compõe uma competência é denominado de habilidade, que pressupõe um caráter prático, técnico ou procedimental que está relacionado à aplicação do conhecimento.
O terceiro elemento é a atitude, que está relacionada às formas de ser e de agir, afinidades, emoções e sentimentos. Ou seja, quanto mais fluência digital o professor desenvolve, mais facilidade ele pode ter para fazer associações entre as práticas que utiliza e uma eventual versão digital.
A tecnologia sempre fez parte do cotidiano da escola e o uso pedagógico dependeu do professor. Ou seja, quem cria estratégias, práticas e didáticas para uso de um recurso é o professor para que o aluno possa aprender e entender o que é ensinado.
Sendo assim, não é suficiente o investimento somente em cursos de treinamento para o uso de determinada tecnologia; é necessário investir, também, em formação para o uso didático dos recursos tecnológicos, tal coisa que não existe hoje em dia, querem que use as tecnologias mesmo sem conhecimento nenhum.
Logo, criar espaços estrategicamente pensados para que o corpo docente experimente, teste, discuta e troque experiências a respeito de possibilidades didáticas, isto é, proporcionar a ambiência tecnológica que auxiliará o professor a pensar alternativas para compor suas práticas com uso de TDs, vem ao encontro do que Perrenoud (2012) apresenta como possibilidade de desenvolver competência.
Há, portanto, necessidade de avançar nas ações de formação docente para além da simples instrumentalização no uso de recursos tecnológicos. A preocupação ocorre em nível didático, porque o desafio do professor é pensar em possibilidades de utilização; uma vez que estamos acostumados com uma educação pouco interativa, no que se refere ao uso de tecnologias na sala de aula, possibilitou troca de conhecimentos.
É muito mais do que uma aprendizagem mecânica já que uma das características fundamentais das competências é a capacidade para agir em contextos e situações novas.
O elemento conhecimento, se bem articulado, permite que o docente conheça as ferramentas e suas possibilidades. Dessa forma, levar em consideração as boas práticas pedagógicas que estão sendo desenvolvidas por professores que buscam acompanhar.
Logo, pensar em formação docente para desenvolver competências envolve pensar em mecanismos que auxiliem no processo de construção que ocorre a vida toda, pois estamos em constante aprendizagem.
Enfim na cibercultura, as possibilidades de conexões entre as pessoas e entre as informações ocorrem mediadas/apoiadas por artefatos tecnológicos conectados à internet. Esta é a grande diferença: não são os artefatos digitais que permitem o estabelecimento da cultura digital que nos rodeia; a conexão em si é que oferta os desafios e possibilidades que nos desestabilizam e nos permitem reavaliar e pensar novas práticas.
Nessa perspectiva, os estudos a respeito do uso pedagógico das TDs como competências são fundamentais para auxiliar as instituições, em seus programas de formação de professores, no sentido de proporcionar indicativos desejáveis no perfil docente que desenvolve atividades inovadoras em suas aulas.
O presente estudo mostrou que os docentes que desenvolveram a competência fluência digital vêm modificando suas práticas pedagógicas, utilizando TDs, porque criaram alternativas de uso a partir de suas experiências e das de seus pares.
O diferencial é a forma como o professor utiliza tais recursos tecnológicos, ajuda no aprendizado do aluno e no trabalho do professor.
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